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Meditação profunda aperfeiçoa funcionamento do cérebro

   Pessoas que praticam meditação durante longos períodos induzem mudanças no funcionamento cerebral que melhoram o conhecimento e as emoções, segundo um estudo da Universidade de Wisconsin(8/11/04).
   Uma equipe do Laboratório W.M. Keck de Estudos Cerebrais, da Universidade de Wisconsin, que realizou os experimentos em cooperação com o Monastério Schechen, de Katmandu (Nepal), publicou suas conclusões na revista "Proceeding", da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
   "Descobrimos que pessoas que praticam meditação budista durante longos períodos auto-induzem mudanças neurais, isto é, na função cerebral, que têm um impacto duradouro, aumentando a cognição e as emoções", indicou Antoine Lutz, que liderou o estudo.
   O termo "meditação" compreende inúmeras tradições culturais e variados métodos de concentração mental, controle da respiração, disposição física centrada e, em alguns casos, visualizações - ou seu oposto, a não focalização da mente em objetos ou idéias.
   Como método de meditação, os pesquisadores escolheram "a prática sem um objeto determinado durante a qual os praticantes geraram um estado de 'amabilidade e compaixão incondicional'".
   "Estudos anteriores já demonstraram o papel geral da sincronia neural, em particular nas freqüências da banda gama (de 25 a 70Hz), em processos mentais como a atenção, a memória ativa, a aprendizagem e a percepção consciente", explicou Lutz.
   Além disso "a atividade gama de alta amplitude encontrada em alguns destes praticantes é, até onde sabemos, a mais alta da que se tem notícia na literatura científica, em um contexto não patológico", acrescenta o estudo.



Solução de fim de semana

¤ Moradores de grandes cidades compensam o estresse, alimentação errada, cigarros e bebidas, com programas de dois dias. Os "Urbanóides" abandonam excessos para experimentar fim de semana zen.
¤ Eles comem carne vermelha, bebem álcool, fumam cigarros. Têm um cotidiano estressante em meio a buzinas, fumaça e telefones celulares. Não respeitam horários para comer, dormir ou ir ao banheiro. Vêem o tempo passar num átimo, regidos pela pressão de um trabalho competitivo.
Enfim, são pessoas que levam uma vida "normal" em qualquer grande cidade.
Quando chega o fim de semana, entretanto, esses "urbanóides" buscam refúgio em paragens mais tranqüilas e distantes o suficiente da metrópole para constatar que, sim, o chão é mesmo feito de terra e o horizonte ainda existe atrás dos outdoors e arranha-céus. Lá, durante dois dias, não fumam, não bebem, optam por uma alimentação saudável, meditam, caminham, fazem oferendas a deuses e experimentam as mais inusitadas terapias para, na segunda-feira, retornar ao cotidiano caótico da babilônia.
"Esses retiros são muito autênticos, as pessoas se engajam mesmo, seguem as regras, fazem exercícios, comem comida natural", afirma o antropólogo José Guilherme Magnani, coordenador do núcleo de antroplogia urbana da USP. Sobre as críticas à falta de continuidade dessa fuga transitória da metrópole, Magnani afirma que "esse universo esotérico, alternativo e místico admite vários graus de adesão. A síntese é o sujeito. Mesmo que coma carne durante a semana, é muito bom que ela faça um retiro vegetariano no fim de semana. Certamente, isso vai ajudar a saúde", diz.