O Brasil será um dos dez integrantes
do comitê executivo do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo),
um dos pilares do Protocolo de Kyoto.
O mecanismo permite, entre outras coisas, que os países com metas de redução de emissões consigam "créditos-carbono" por áreas de reflorestamento, que seqüestram carbono da atmosfera. Assim, eles evitam cortes muito drásticos - e economicamente inviáveis - no consumo de combustíveis fósseis, cuja queima libera os gases que retêm energia na atmosfera (efeito estufa). O MDL desperta o interesse de países em desenvolvimento, por que pode atrair investimento estrangeiro em projetos de redução de emissões - como a transformação de uma matriz energética a carvão, por exemplo, para uma a gás natural, mais eficiente - ou de seqüestro de carbono, como no caso de reflorestamento. O objetvo principal da conferência é transformar em texto legal o acordo político que foi alcançado em Bonn, Alemanha, para a ratificação do protocolo de Kyoto, que quase afundou em março, quando os Estados Unidos, principal emissor de gases-estufa do planeta, abandonaram as discussões. Empresas brasileiras estão de olho no MDL, para abocanhar um pedaço de mercado que poderá movimentar cerca de US$ 30 bilhões por ano. Novos projetos de reflorestamento seriam certificados e os créditos pelo seqüestro do carbono poderiam ser negociados em um mercado a ser definido. A Petrobrás tem interesse em atrair investimento para projetos de geração de energia renovável. Paulo Eduardo Passos de Paula, empresário e presidente da ABIANI |
| Veja
anteriores: O Poder dos Alimentos Fibras Alimentares Estilo de Vida |